CGPU: Chanel Rouge Coco Mademoiselle (05)
Pecado da vida: Chanel encostado
É possível um ser humano pagar mais de R$100 Dilmas num batom RYCOH desses e deixar ele encalhado?
Sim!
Comprei, gostei e pouco usei o Rouge Coco Mademoiselle primeiro por pena de gastar o batom.
E ok, me chama de tosca, porque eu mereço. Guardei ele só para momentos especiais.
Aí a pena de usar se tornou esquecimento total, porque né… não sei quanto a vocês, mas a minha vida não tem tantos momentos assim pra usar batom de R$120 a torto e a direito.
Não rola casamento ou aniversário ou bodas de ouro toda semana e como eu sempre perco os batons que levo na bolsa (Hug Me, cadê vocêêê??), não me prestei sequer a me exibir com ele pelos banheiros das baladas porto-alegrenses.
Enfim…
Amostrinha no braço
Amostrinha no carão
O prazo de validade venceu e, graças a Deus, o batom continua com o mesmo cheiro/aspecto/cor, o que faz com que eu ainda possa aproveitar o produto.
Ok, com uma certa culpa, mas pretendo e vou aproveitar.
É o batom mais caro que eu tenho, a embalagem é tudo que eu sempre sonhei, a cor do rosa antigo com leve toque de marrom é super usável e a sensação hidratante é de outro mundo.
Valeu os R$120?
Racionalmente, não valeu.
Por R$120 a gente espera batom que mude vidas, acabe com a pobreza, cure o câncer… enfim.
Ele não faz nada disso, porque é um batom. Pinta os lábios da mesma forma que qualquer outro.
E a sensação psicológica? Vale o din-din?
Cara, queria dizer que não, só que ele é tão lindo. TÃO lindo!
O que eu vou confessar agora é selo Anubis da pobreza espiritual, mas… desde que desenterrei o Rouge Coco do fundo da gaveta, eu gosto mais de olhar pra ele do que de usar na boca.
Tipo o Gollum e my precious em Lord of The Lipsticks, saca?






