Não é make, mas é demais: Blackfish

Não é make, mas é demais: Blackfish

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Estava de bobeira em casa quando resolvi dar uma olhada na seleção de documentários do Netflix.

Vi uma fotinha da orca, pensei “Shamu! Oba!” e cliquei em play sem sequer ler a descrição, porque eu adoro documentários e qualquer coisa relacionada ao National Geographic e afins.

Em poucos minutos, vi que Blackfish não era exatamente o que eu estava imaginando, a começar pela gravação de uma chamada feita à delegacia de Orlando:

Precisamos que alguém responda a respeito de uma morte no Sea World. Uma baleia comeu um dos adestradores.

Uma baleia comeu um dos adestradores?

Correto.

Meu estômago gelou, mas continuei assistindo e quando o documentário acabou, passei horas pensando nele.

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Blackfish começa com a trágica morte de uma adestradora do Sea World e a partir desse incidente, conta a história de Tilikum e o desenrolar de uma investigação sobre o famoso parque de Orlando.

Tilikum é um macho de mais de 5 mil quilos que está envolvido na morte de três pessoas.

Ele foi comprado muito jovem pelo parque canadense Sealand e sofreu constantes ataques de duas outras orcas que já estavam lá.

Eu não sabia, mas orcas vivem em comunidades e cada comunidade tem uma “linguagem” diferente.

Só porque são da mesma espécie, não significa que elas se darão bem no cativeiro.

É comum brigas entre orcas em confinamento e Tilikum apanhou com frequência de suas colegas de casa, porque os três passavam as noites na escuridão total, trancados numa caixa de metal apertada demais.

Um antigo adestrador do Sealand chorou ao comentar como era triste ter que prender Tilli quando o parque fechava, porque ele sabia que no dia seguinte a orca estaria coberta de cortes e arranhões.

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Não quero contar toda a história, porque assim o documentário perde a graça, mas o ponto é que na década de 90 Tilli fez sua primeira vítima.

O parque fechou após o ocorrido e de lá ele foi para o Sea World, onde atacou (e matou) mais duas pessoas.

Passei boa parte do documentário com medo dele, mas ao terminar, o meu sentimento foi de pena e de tristeza.

Orcas não são naturalmente violentas.

Elas são altamente sociáveis e muito inteligentes.

O confinamento é que acaba gerando a brutalidade.

Se me tirassem da minha família para viver num cubículo com gente que eu nem conheço, fazendo truques em troca de comida, eu também ficaria muito louca e acabaria machucando alguém.

E esse é o ponto do documentário.

Através de entrevistas com adestradores e especialistas em vida marinha, ele nos faz conhecer um pouco melhor os animais e aponta para as diferenças entre a imagem de felicidade e harmonia que o Sea World divulga ao mundo e a realidade dos bastidores.

Aqui vai o trailer em inglês (porque não encontrei em português):

Se você tem Netflix, é só procurar por “Blackfish”. Se não tem, passa no Google que você encontra onde baixar.

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